Artigo em parceria com a Scramble, a Maclear e a Afranga. Conteúdo informativo e educacional, não constitui recomendação de investimento.
Há uma pergunta que me fazem quase todas as semanas, seja nos comentários do YouTube, seja por mensagem: "Fábio, se acreditas assim tanto no P2P, porque é que não pões o dinheiro todo na plataforma que paga mais e ficas por aí?"
É uma boa pergunta, e a resposta explica praticamente tudo sobre a forma como eu invisto. Não uso três plataformas por indecisão, nem porque tenho parceria com todas, uso três porque cada uma resolve um problema diferente, e porque a coisa mais perigosa que podes fazer em investimento de retorno fixo é concentrar tudo num único sítio.
Neste artigo vou mostrar-te exatamente o que tenho em cada uma, com os números reais da minha conta, as diferenças concretas entre elas, e a parte que quase ninguém quer falar: o risco, e o que cada plataforma faz (e não faz) para o mitigar. No fim, se fizer sentido para ti, deixo os links para abrires conta.
Nota de transparência: tenho parceria ativa com a Scramble, a Maclear e a Afranga, e os links neste artigo são de afiliado. Se abrires conta através deles, posso receber uma comissão, sem qualquer custo para ti. Faço questão de dizer isto logo no início, porque a confiança é a única coisa que importa aqui. Dito isto, todo o dinheiro que mostro nos screenshots é meu e está mesmo investido. Não é recomendação financeira, nem conselho financeiro.
Porque comecei no P2P (e porque não fico por uma plataforma)
Quando comecei a investir a sério, o meu problema não era encontrar retorno, era encontrar retorno que não dependesse do humor da bolsa. Tenho a maior parte do património em ETFs para o longo prazo, mas queria uma fatia da carteira a gerar rendimento de forma mais previsível, mês a mês, sem eu ter de estar a olhar para gráficos.
O P2P (peer-to-peer lending) encaixa exatamente nesse papel. Em vez de emprestar dinheiro através de um banco, emprestas diretamente a quem precisa de financiamento, marcas, empresas ou consumidores, e recebes juro por isso. O retorno tende a ser bastante superior ao de um depósito a prazo, e o dinheiro trabalha de forma relativamente independente do que a bolsa está a fazer.
Agora, o "mas". O P2P tem risco, e risco real. Não há capital garantido. Se emprestas a alguém e essa pessoa ou empresa não paga, podes perder parte do capital. É por isso que, no P2P, a regra mais importante não é escolher a plataforma que paga mais, é não concentrar. E é aqui que entram as minhas três.
O verdadeiro problema: concentração
Imagina que colocavas o teu dinheiro de P2P todo numa única plataforma, no mesmo tipo de crédito, com o mesmo tipo de mecanismo de proteção. No papel, parece eficiente. Na prática, estás exposto a um único ponto de falha. Se essa plataforma tiver um problema operacional, ou se aquele tipo específico de crédito começar a falhar em massa, o teu risco não está diversificado, está todo no mesmo saco.
A minha lógica é a oposta. Distribuo o dinheiro por três plataformas que emprestam a coisas diferentes, com prazos diferentes e proteções diferentes. Se uma delas passar por um mau momento, as outras duas continuam a trabalhar. É a mesma ideia de não pores todas as ações num só setor, aplicada ao P2P.
E aqui quero ser transparente contigo, porque os números que vais ver a seguir mostram-no: neste momento a minha carteira não está distribuída em partes iguais, a Scramble pesa bastante mais do que as outras duas. Isso é intencional e tem uma explicação simples. Comecei mais cedo na Scramble, tenho lá mais histórico e mais confiança acumulada, e por isso foi ganhando peso naturalmente. A Maclear e a Afranga são posições que estou a construir e a reforçar com o tempo. A diversificação, para mim, é uma direção para onde caminho de forma deliberada, não um ponto de chegada que já esteja perfeito. Prefiro dizer-te isto de forma clara do que fingir uma carteira equilibrada que ainda não tenho.
Vamos então às três, uma a uma, com os números reais.
Scramble: a minha maior posição, financiamento a marcas de consumo
A Scramble é uma plataforma que liga investidores a marcas de produtos de consumo que precisam de financiamento para crescer. Emprestas o teu dinheiro a essas marcas e recebes juro em troca. É, hoje, a plataforma onde tenho mais dinheiro colocado, com um saldo total de €11.481,54.
Uma coisa que gosto na Scramble é a estrutura em duas categorias, que te deixa escolher o perfil de risco:
A Categoria A paga juro mensal e tem um perfil de risco mais baixo, ideal para quem quer um fluxo de rendimento mais estável e regular. A Categoria B devolve o retorno no fim do prazo, tipicamente cerca de seis meses, e oferece uma yield mais alta em troca de teres o dinheiro imobilizado durante mais tempo.
O que eu mais gosto de ver é o meu calendário de reembolsos, porque é rendimento com data marcada:

Repara na sequência. Tenho €1.728,09 agendados para 5 de agosto de 2026 (dos quais €1.643,39 de capital e €84,70 de taxa fixa, ou seja, o juro), €1.814,02 para 5 de setembro, mais €245,44 uns dias depois, €1.649,93 para outubro e €3.141,64 para novembro. É dinheiro a voltar mês após mês, com valores e datas concretos, e a maior parte disto vai ser reinvestida para continuar a trabalhar. Esta previsibilidade é precisamente o que me atraiu ao P2P.
O mecanismo de proteção da Scramble assenta em duas coisas que vale a pena perceberes bem. Existe uma tranche de first-loss, ou seja, uma fatia que absorve as primeiras perdas antes de estas chegarem ao teu capital, e existe participação dos próprios fundadores, que investem lado a lado com os utilizadores, o que alinha os interesses deles com os teus. São mecanismos que reduzem o risco, mas atenção, e vou ser muito claro nisto mais à frente, não são garantia de capital.
Se quiseres experimentar a Scramble, podes usar o meu código de convite:
Link da Scramble
Maclear: a taxa mais alta e o poder do reinvestimento
A Maclear é a minha segunda maior posição, e é onde a lógica de reinvestir os juros ao longo do tempo se vê melhor. Deixa-me mostrar-te o painel da minha conta:

Os números falam por si. Tenho €2.466,67 em fundos, com €2.416,98 ativamente investidos, a uma taxa média de 15,59%. Mas a parte que eu quero mesmo que repares é o gráfico do juro mensal.
Olha a evolução: em março e abril recebia cerca de €8 por mês, em maio e junho subiu para perto de €9, e em julho saltou para €21,15. A projeção para os meses seguintes aponta para valores acima de €30 por mês. Este crescimento não é magia, é o efeito de duas coisas a trabalharem juntas: fui reforçando a posição ao longo do tempo, e fui reinvestindo os juros que ia recebendo, de forma que o próprio juro passa a gerar juro. É o poder dos juros compostos a acontecer diante dos teus olhos, mês após mês.
Uma taxa média perto dos 15% é atrativa, mas quero ser honesto contigo: taxas mais altas costumam vir acompanhadas de risco mais alto. Não interpretes 15,59% como um número garantido, interpreta-o como o retorno que este tipo de crédito oferece precisamente porque tem risco associado.
Quanto à proteção do investidor, a Maclear tem os seus próprios mecanismos, que fazem parte da razão pela qual continuo a reforçar a minha posição.
Para abrires conta na Maclear, usa o meu link: Link da Maclear
Afranga: crédito ao consumo com buyback
A Afranga fecha o triângulo com um tipo de crédito diferente das outras duas. Aqui, o dinheiro é emprestado a consumidores, através de originadores de crédito, empresas especializadas que concedem os empréstimos e depois os disponibilizam na plataforma.
Aqui está a minha conta:

Tenho €500 investidos, e o ponto importante é o estado da carteira: está tudo "Current", ou seja, todos os empréstimos em dia, nada em atraso. No gráfico de "Loan Status" vês tudo a verde, sem fatias de crédito atrasado.
A grande característica da Afranga é o buyback, ou garantia de recompra. Na prática, se um empréstimo entrar em incumprimento além de um certo número de dias, o originador compromete-se a recomprá-lo, devolvendo-te o capital e frequentemente o juro acumulado. É um mecanismo poderoso, mas quero que percebas a letra pequena: o buyback só vale tanto quanto a solidez financeira do originador que o promete. Se o originador falir, a garantia de recompra pode não se concretizar. Por isso é que, mesmo aqui, a diversificação e a escolha de plataformas com originadores sólidos importa.
Para experimentares a Afranga, usa o meu link: Link da Afranga
A parte que quase ninguém quer falar: proteção não é garantia
Chegámos ao ponto mais importante do artigo, e ao que me distingue de muito do conteúdo por aí. Vou dizer-te de forma inequívoca: em nenhuma destas três plataformas o teu capital está garantido.
Vale a pena perceber a diferença entre "proteção" e "garantia", porque são coisas distintas:
A tranche de first-loss da Scramble absorve as primeiras perdas, mas se as perdas forem grandes o suficiente, chegam ao teu capital. O buyback da Afranga devolve-te o dinheiro em caso de incumprimento, mas só se o originador estiver solvente para o fazer. E uma taxa média de 15% na Maclear existe precisamente porque há risco a compensar, não apesar dele.
Estes mecanismos são reais e reduzem o risco, e é por isso que escolho plataformas que os têm em vez de plataformas que não os têm. Mas reduzir risco não é o mesmo que eliminar risco. Quem te vender P2P como "rendimento garantido" ou está mal informado ou não está a ser honesto contigo. Eu prefiro dizer-te a verdade: isto tem risco, e a forma de o gerir é diversificar e nunca colocar aqui dinheiro de que possas precisar no curto prazo.
Como combino as três na prática
Juntando tudo, a lógica da minha carteira de P2P é esta. A Scramble é a minha maior posição, dá-me exposição a financiamento de marcas de consumo, com a possibilidade de escolher entre juro mensal e retorno no fim do prazo, e um calendário de reembolsos que traz dinheiro de volta mês após mês. A Maclear é a segunda posição, com a taxa média mais alta e o efeito de reinvestimento a compor. E a Afranga acrescenta crédito ao consumo com buyback, um tipo de risco diferente das outras duas.
Três plataformas, três tipos de crédito, três mecanismos de proteção distintos. Se uma tropeçar, não me leva a carteira toda com ela. É esta a ideia central, e é a razão pela qual, quando me perguntam porque não ponho tudo na que paga mais, a minha resposta é sempre a mesma: porque a que paga mais também é a que me deixaria mais exposto se corresse mal.
Próximos passos
Se estás a começar no P2P, o meu conselho é simples: começa pequeno, com dinheiro que não precisas para o dia a dia, e distribui por mais do que uma plataforma desde o início. Não persigas apenas a taxa mais alta, pensa em como diversificar o risco.
Se quiseres seguir exatamente o mesmo caminho que eu, deixo aqui os links e o código para abrires conta nas três:
- Scramble: https://scr.ink/fabio0726
- Maclear: https://maclear.ch/pt/?tr=aff_YT_fullvideo_web2_pt_FabioRoq_video5_062026&ref=82GOTJ
- Afranga: https://c.trackmytarget.com/?a=t1ae89&i=zc81bd
E como sempre, se tiveres dúvidas, deixa nos comentários. Respondo a todos.
Aviso: este artigo tem caráter informativo e reflete a minha experiência pessoal enquanto investidor. Não é aconselhamento financeiro. O investimento em plataformas de P2P envolve risco, incluindo a perda parcial ou total do capital investido. Os retornos passados não garantem retornos futuros. Antes de investir, avalia a tua situação e, se necessário, procura aconselhamento profissional independente.