Aviso de transparência: este artigo é uma parceria paga com a 8lends. Isso não muda a forma como te vou falar dos riscos, nem isto é conselho financeiro ou recomendação de investimento.

Já falei sobre este tema em vídeo no canal, que podes ver aqui: Vídeo do YouTube.
Este artigo é a versão escrita, com tudo o que expliquei lá, para quem prefere ler com calma ou voltar a consultar mais tarde.

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Se acompanhas o Consistência há algum tempo, já sabes que gosto de peer-to-peer. É uma classe de ativos simples de perceber: tu emprestas dinheiro e, como consequência, recebes juros. Tenho dinheiro investido em plataformas como a Mintos, a Bondora e também na Maclear, e é um tipo de investimento que sempre trouxe aqui para o canal e para o site com total transparência.

Mas nos últimos tempos apareceu uma variante disto que deixa muita gente confusa e, às vezes, até desconfiada: peer-to-peer feito em cima de blockchain. E aqui já estamos a falar de criptomoedas, stablecoins e carteiras digitais. Percebo perfeitamente a desconfiança, porque quando ouvimos a palavra cripto a primeira coisa que nos vem à cabeça é especulação, scams e a Bitcoin a subir e a descer 20% no mesmo dia. Mas isto é uma coisa completamente diferente, e é sobre isso que quero falar neste artigo, a começar do zero, como se nunca tivesses ouvido falar de blockchain na vida.

Porque estou a falar cada vez mais disto

Desde que criei o canal, em 2021, sempre falei sobretudo de ETFs e de ações individuais. Mas ao longo destes anos fui percebendo que muita gente quer investir o seu dinheiro noutro tipo de ativos, e como o meu conteúdo sempre foi construído à base de transparência e de consistência, achei por bem começar a falar também de ativos mais arriscados, sim, mas sempre com a mesma honestidade de sempre. É o caso do peer-to-peer tradicional e, agora, também do peer-to-peer em blockchain.

Quero deixar isto muito claro desde já: ser patrocinado não muda a forma como falo dos riscos. Primeiro porque isto não é conselho financeiro nem recomendação de investimento. Segundo porque sigo sempre a mesma regra, que é a de que mais importante do que fazer dinheiro é não perder dinheiro. Por isso, antes de colocares o teu dinheiro em qualquer plataforma, vais ver que começo sempre pelo lado mau, precisamente para mostrar que não existe nenhuma plataforma infalível. Todas têm riscos associados, sejam elas de peer-to-peer em blockchain, peer-to-peer tradicional, ações ou ETFs.

O que é, no fundo, o peer-to-peer lending

Vamos começar pela base, para estarmos todos no mesmo ponto. Peer-to-peer lending é basicamente isto: em vez de o teu dinheiro ficar parado no banco a render quase nada, tu emprestas esse dinheiro diretamente a quem precisa dele, seja uma pessoa, uma empresa ou até um projeto. Em troca, recebes juros mensais. A plataforma no meio, seja a Mintos, a Bondora ou a Maclear, trata da parte mais chata: analisa quem pede o empréstimo, trata dos contratos e distribui os pagamentos. Tu só escolhes onde queres pôr o dinheiro a render e qual a taxa que faz sentido para ti.

Até aqui, nada de novo para quem já investe nisto. Mas guarda esta ideia, porque é o coração de tudo: emprestas dinheiro, recebes juros.

O que muda quando pegamos nesta ideia e a pomos em cima da blockchain

Na prática, a lógica mantém-se exatamente igual. Continuas a emprestar dinheiro, continuas a receber juros. O que muda são três coisas.

A primeira é o dinheiro. Em vez de usares euros ou dólares diretamente, vais usar stablecoins. Uma stablecoin é uma moeda digital atada ao valor de uma moeda real, por exemplo o dólar. Um USDC vale sempre, mais ou menos, o mesmo que um dólar. Não sobe nem desce 10% num dia, como acontece com a Bitcoin, e é essa estabilidade que dá o nome à própria moeda. Vou dedicar um artigo inteiro só a este tema mais para a frente, por isso não te preocupes se ainda soar estranho.

A segunda coisa que muda é o registo. Numa plataforma tradicional, quem guarda o registo de quem deve a quem é a própria empresa, na sua base de dados. Na blockchain, esse registo fica numa espécie de livro público e partilhado, que ninguém consegue apagar nem alterar às escondidas. Na teoria, isto dá muito mais transparência: temos a certeza de que não há ninguém a esconder nada, porque não há nada que se possa esconder. Tudo o que está na blockchain é público e visível para toda a gente.

A terceira coisa que muda é a carteira. Em vez de teres uma conta bancária ligada à plataforma, tens uma carteira digital, que funciona como uma conta que só tu controlas. Vou mostrar passo a passo, num próximo artigo e vídeo desta série, como se cria uma carteira destas do zero.

A 8lends e o papel da Maclear

É aqui que entra a 8lends, a plataforma que patrocina este conteúdo. É uma plataforma de crowdlending construída sobre este modelo em blockchain, e, tanto quanto sei, é a única no mercado com esta estrutura. A ideia é ligar quem tem capital para emprestar, nós, os investidores, a projetos e empresas que precisam de financiamento, oferecendo em troca uma taxa de juro.

O que me fez olhar para a 8lends com atenção foi haver um agente de garantia por trás da estrutura, que é a Maclear, uma entidade suíça que já conheces de outros conteúdos meus. Ter uma peça regulada neste papel dá uma camada de credibilidade maior, que sinceramente nem toda a gente tem neste espaço, e que, sejamos honestos, tem muitos scams. Ainda assim, vou repetir isto ao longo de toda a série: nada disto elimina o risco. Nenhum agente de garantia transforma um investimento de risco num investimento sem risco.

Em traços largos, o percurso numa plataforma como a 8lends é este: crias a tua conta e a tua carteira digital, colocas lá stablecoins como capital para investir, escolhes os projetos onde queres emprestar o teu dinheiro, cada um com a sua taxa e o seu prazo, recebes juros mensais à medida que o tempo passa e, por fim, podes levantar esses juros para a tua carteira e, se quiseres, converter de volta para euros. Cada um destes passos vai ter o seu próprio artigo e vídeo, feito ao vivo, a carregar nos botões em frente à câmara e com total transparência, para que no final não fiques só com a teoria, mas saibas exatamente o que fazer na prática.

De onde vêm os juros

Esta é provavelmente a pergunta mais importante, e fazes muito bem em fazê-la: de onde vêm estes juros? Porque parece bom demais para aquilo que costuma ser. A resposta é simples: os juros que recebes vêm dos juros que os projetos pagam pelo empréstimo que pediram. É exatamente a mesma mecânica do peer-to-peer tradicional. Alguém pede dinheiro emprestado, aceita pagar uma taxa por isso, e essa taxa, tirando a comissão da plataforma, chega até ti. Não é dinheiro que aparece do nada, nem rendimento mágico das criptomoedas. É crédito, e, como qualquer crédito, o retorno mais alto costuma vir acompanhado de risco mais alto. Se um projeto oferece uma taxa muito acima da média, isso é normalmente o mercado a dizer-te que, por algum motivo, aquele projeto é mais arriscado.

Os riscos, que nunca salto

Chegamos agora à parte mais importante deste artigo. Primeiro, o risco de crédito: quem pediu o empréstimo pode não conseguir pagar, e isto existe em qualquer peer-to-peer, tradicional ou em blockchain. Segundo, o risco de plataforma: estás a confiar numa plataforma e na estrutura por trás dela, por isso faz sempre a tua própria pesquisa sobre quem está por trás. Terceiro, o risco tecnológico: carteiras digitais, stablecoins e blockchain são tecnologia nova para muita gente, e errar um passo, como enviar dinheiro para o sítio errado, pode custar-te dinheiro que não consegues reaver. É por isso que vou mostrar tudo devagar nos próximos conteúdos desta série. Quarto, o enquadramento fiscal: o rendimento em stablecoins tem um tratamento fiscal próprio, que varia de país para país. Não sou o teu contabilista, por isso informa-te sobre a tua situação concreta.

A regra que sigo, e que te deixo aqui, é esta: só entra nisto uma pequena parte da carteira, dinheiro que te podes dar ao luxo de arriscar. Isto não é onde pões as tuas poupanças de emergência, nem é onde fazes all in.

Resumindo

Peer-to-peer em blockchain é a mesma ideia de sempre, emprestar dinheiro e receber juros, com três diferenças: o dinheiro em stablecoins, o registo público na blockchain e uma carteira que é só tua. A 8lends é a plataforma que vou usar para mostrar tudo isto na prática, e não só na teoria.

Para já, já tenho conta criada na 8lends e já fiz o meu primeiro investimento ao vivo, para vocês verem: 100 USDC no projeto "Mineração de Bitcoin", com pagamentos de juros já recebidos e levantados para a carteira. Nos próximos artigos e vídeos desta série vou explicar as stablecoins a fundo, criar uma carteira do zero à tua frente, fazer mais investimentos ao vivo e mostrar como se levanta dinheiro. Daqui a uns tempos trago-te também uma atualização real e honesta sobre o que aconteceu a esta carteira, tanto o bom como o mau.

Se quiseres registar-te na 8lends, tens aqui o link direto: Registo 8Lends.

Se tiveres dúvidas ou quiseres partilhar a tua experiência com peer-to-peer, deixa um comentário. Por hoje é tudo, até à próxima.


Este artigo não constitui aconselhamento financeiro. Investir em peer-to-peer, sobretudo em plataformas baseadas em blockchain, envolve riscos, incluindo o risco de perda total do capital investido. Faz sempre a tua própria pesquisa antes de investires.