Há uma pergunta que me chega quase todas as semanas, seja nos comentários do YouTube, no Instagram ou por mensagem privada: "Fábio, por onde é que eu começo a investir?"

E percebo perfeitamente a dúvida. Sabemos que deixar o dinheiro parado numa conta à ordem não é solução, a inflação trata de o lembrar disso todos os anos. Sabemos que investir é o caminho para construir património a longo prazo. Mas entre saber isso e passar à ação vai uma distância enorme, feita de medo, de excesso de informação e, muitas vezes, de más experiências.

Conheço bem essa distância, porque a atravessei eu também. Comecei a partilhar conteúdo sobre investimento em 2021 precisamente porque sentia que faltava alguém a explicar isto em português, sem complicar, sem promessas milagrosas, só com aquela ideia de que investir bem é, acima de tudo, uma coisa boring, consistente e a longo prazo. Ao longo destes anos, através do canal e das redes, fui percebendo que o problema de quem quer começar não é falta de vontade. É falta de método.

A dor é sempre a mesma

Reparo em três padrões que se repetem, ano após ano, em quem me escreve.

O primeiro é a paralisia. Há tanta informação disponível, tantos ETFs, tantas opiniões contraditórias, que a pessoa acaba por não fazer nada. Fica ali, a adiar, enquanto o tempo (o ativo mais valioso que temos para investir) passa sem ser aproveitado.

O segundo é a reação ao ruído. Basta olhar para o que aconteceu esta semana, com o petróleo a disparar por causa da escalada entre os EUA e o Irão e as bolsas a oscilar de um dia para o outro. É exatamente nestes momentos que vejo mais gente a vender em pânico ou, no extremo oposto, a perseguir a última moda de investimento porque alguém prometeu retornos rápidos nas redes sociais. Sem uma base sólida e sem um plano definido antecipadamente, é muito fácil tomar decisões emocionais que custam caro.

O terceiro é a solidão. Investir é, para a maioria das pessoas, uma decisão tomada sozinha, sem ninguém com quem validar ideias, tirar dúvidas ou perceber se está no caminho certo. E os comentários de um vídeo do YouTube, por mais que eu tente responder a todos, não substituem um espaço estruturado para isso.

Foi para resolver estes três problemas, informação a mais e método a menos, decisões emocionais e falta de comunidade, que criei a Capitalis Academia.

O que é a Capitalis, na prática

A Capitalis é o espaço que eu próprio gostava de ter tido quando comecei. Não é mais um curso solto nem mais um grupo de Telegram cheio de gráficos sem contexto. É uma plataforma pensada para levar alguém do zero até ter uma estratégia de investimento sólida e, mais importante, a confiança para a manter mesmo quando os mercados assustam.

Tudo começa pelo questionário de Perfil de Investidor, dez perguntas que definem se o teu perfil é conservador, moderado ou agressivo, e que geram logo a seguir uma proposta de carteira real, com ETFs concretos, compatíveis com investidores europeus (UCITS), pesos definidos e a explicação do porquê de cada posição. Nada de respostas genéricas, é um ponto de partida que podes mesmo aplicar.

A partir daí, a Biblioteca organiza o percurso por níveis, do iniciante ao avançado: Fundamentos, ETFs Explicados, Ações Individuais, REITs, Obrigações e Renda Fixa, P2P e Criptoativos, Construção de Carteira e Análise e Estratégia. A cada módulo junta-se um conjunto de templates e checklists práticos, glossário financeiro, calendário fiscal, trackers de investimento, tudo o que uso eu próprio para organizar as minhas decisões.

Depois há a parte que mais me entusiasma, a Comunidade. Todos os dias de manhã partilho ali um resumo do que se passa nos mercados globais, para que quem está a começar entenda o contexto sem precisar de andar a caçar notícias em dez sítios diferentes. Uma vez por mês, a comunidade vota qual a empresa que merece a próxima análise, o "Ativo do Mês", e eu preparo um relatório completo em PDF, mais um vídeo de análise, sobre o ativo vencedor. E há ainda espaço para apresentações, dúvidas, conversas sobre mercado e eventos ao vivo regulares.

Não é sobre enriquecer rápido

Se há uma coisa que quero deixar clara é esta: a Capitalis não promete ficares rico depressa, porque isso não existe. O que oferece é método, contexto e uma comunidade para não estares sozinho nas decisões. É construir património devagar, com consistência, sabendo exatamente porque tens cada posição na tua carteira. É esse o compromisso que sempre assumi com quem me acompanha, e é esse o compromisso que a Capitalis mantém.

Como começar

Se esta descrição te soa familiar, se és tu que estás ali parado sem saber por onde começar ou a tentar organizar o que já investes sem grande método, a Capitalis Academia está aberta em capitalisacademia.com. O acesso inclui o questionário de perfil, toda a biblioteca de cursos e recursos, o dashboard para acompanhares o teu progresso, a comunidade e os eventos ao vivo. Achas que faz sentido para ti? Ficas só a um registo de distância.